Retrospectiva- Blog/Site Ecopedagogia
- Luciana Ribeiro
- 26 de nov. de 2021
- 22 min de leitura
O Projeto Cerrado Com Vida e a Educação Ambiental em Brasília

Data: 26/11/2015
Por Luciana Ribeiro
Observação importante: reportagens sem fotos/resumidas
Como pedagoga e educadora ambiental, tive a honra de conhecer e compartilhar de algumas perspectivas educacionais que foram mobilizadas pelos professores Heloísa Helena Carvalho de Oliveira e Ivo Brito Aguiar (professores da Escola CEF9 de Taguatinga), Andréa Brugin dos Santos Ferreira e Davi Silva Fagundes (professores do CEMTN – Centro de Ensino Médio de Taguatinga) e Robson Majus Soares(educador Ambiental popular) que, juntos, convidaram seus alunos e comunidades para terem o privilégio de dialogar sobre os problemas e algumas soluções pedagógicas possíveis de serem implementadas dentro e fora do contexto escolar, e dessa maneira, redimensionar a qualidade do ensino brasileiro.
Para difundirem a relevância da sustentabilidade em Brasília, os professores Heloísa Carvalho e Ivo Aguiar, fundadores do Projeto Cerrado Com Vida (projeto fundado durante o curso de Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e Com-Vida/ UNB-NUEAMB-SEDF) mobilizaram reuniões e novos desafios referentes à importância da preservação do cerrado no DF e dos problemas gerais que ferem os direitos humanos e os direitos da Terra, os quais são amparados pela Constituição Federal e pela Legislação Ambiental – Lei nº. 9795/99 - Política Nacional de Educação Ambiental e o decreto que a regulamenta, dessa forma, os professores, amigos e gestores públicos são convocados para agirem a favor do planeta Terra.
O Projeto Cerrado Com Vida propiciou algumas vivências pedagógicas, como por exemplo, os professores da rede programaram uma roda de conversas com os alunos, os educadores, os amigos e os parceiros, como o IBAMA, o ICMBIO, o IBRAM, o Projeto Rios Voadores/Petrobras e outras instituições socioambientais que estiveram presentes para mostrar que a vontade política de se realizarem trabalhos em parcerias, colaboram de fato, para a democratização dos estudos, das pesquisas e dos conhecimentos socioambientais que amparam o aprendizado crítico, amoroso e sustentável.
O evento realizado no CEF 9 de Taguatinga teve a honra de receber um artista plástico desta comunidade,José Alves de Oliveira - JAOLIVEIRA que produziu junto com seu parceiro de exposição, Célio Roberto de Oliveira, alguns trabalhos artísticos fundidos em alumínio reciclado pela técnica da espuma perdida (“lost foam”), que utiliza modelos elaborados com poliestireno expandido (isopor R), expostos através de ferramentas e equipamentos artesanais. Essa arte de reciclar aquilo que poderia ser descartado como lixo foi elogiada por Pedro Rodrigues, um cidadão que visitou o evento e disse que a exposição serve para ensinar conceitos de Química, Matemática, Física e Educação Ambiental, disciplinas a serem discutidas para humanizar os alunos e a comunidade escolar, ou seja, há muito para se fazer pela educação em Brasília, a qual precisa ser referência para as demais cidades brasileiras.
Fotos/JAOLIVEIRA
Dialogando sobre o exercício da cidadania ambiental no DF com o educador Robson Majus Soares (facilitador da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola - Com-Vida/DF), compreendemos que a implementação de ações inerentes a Com-Vida no DF e no Brasil (fundada desde 2003) exerce um papel fundamental para discutir responsabilidades para com o planeta Terra, junto com os jovens e cidadãos e gestores públicos. Neste sentido pedagógico, Robson enfatizou que o educador precisa ter clareza do termo sustentabilidade e que para contornar as pedras que aparecem durante suas pegadas ou lutas ecológicas, será preciso encará-las como uma provação a ser vivenciada com amor, perseverança e solidariedade.
Refletindo sobre a seriedade do evento que visa ampliar horizontes políticos e pedagógicos com a participação de toda a comunidade escolar, considero que a crise ambiental (desmatamentos de áreas verdes, poluições causadas pelos lixos, etc.) tornou-se um ponto de partida crucial para dar continuidade à democratização dos conhecimentos socioambientais que não podem findar-se e nem ficarem fragmentados a pequenos grupos da sociedade, pois o MEC e o MMA (órgão Gestor da Educação Ambiental no Brasil) possuem a incumbência social e ambiental de colaborar e empreender projetos educativos em parcerias com as instituições governamentais (ICMBIO,IBAMA,MMA) e, desse modo político, qualificar o ensino brasileiro, inclusive, cumprindo a Legislação Ambiental que defende os direitos humanos e os direitos da natureza.
Parabenizo a equipe da direção, a equipe de professores, os alunos e as comunidades das Escolas CEF9 de Taguatinga e CEMTN, os educadores populares, os amigos, os parceiros e, em especial, o Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Educação/DF (foi extinto sem consultar os educadores ambientais do DF, denotando um fato muito questionado no IX Encontro de Educadores Ambientais realizado em 06/11/2015) representado por Flávia Maria Barbosa e GEB/CRET – a Coordenação Intermediária de Educação Integral e Educação Ambiental com Sirlene Reis Landin, que felizmente acreditaram no potencial acadêmico dos professores e dos alunos para compartilharem os conhecimentos socioambientais de modo crítico, contextualizado e interdisciplinar, os quais podem ser inseridos nos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas brasilienses.
Professor Davi Silva Fagundes (Presidente da Agenda 21 de Taguatinga)
“O movimento é o desdobramento da consciência ecológica junto com a comunidade, promovida pela Agenda 21 de Taguatinga e outros parceiros do CEF9 - Taguatinga Sul. Esse evento foi e é uma grande oportunidade para conduzirmos as mudanças que precisam ser realizadas, mesmo que em doses homeopáticas...”
Ambientalista Álvaro César de Araújo – fundador do grupo FACEAVES, promove exposições diversas no DF,como em escolas, INMET, Bibliotecas, Exposição National Geographique e Prefeitura de Madri.
Depoimento: “Conhecer para preservara natureza.”
Créditos: Álvaro César de Araújo
Fotos da área verde ( Estação Ecológica de Águas Emendadas) que divulgam a luta da professora Heloísa de Carvalho para mostrar a importância do cerrado, como sendo o berço das águas, o qual deve ser reconhecido e valorizado pelo ensino brasileiro por meio de visitas em áreas verdes. Os professores do CEF9 de Taguatinga Sul participaram da ação verde.
Entrevista com Berenice Gehlen Adams
Data: 03/12/2012
Entrevista com Berenice Gehlen Adams -- Educação Ambiental no Brasil
Por Luciana Ribeiro
É com o imenso prazer e orgulho que apresento a Pedagoga e Educadora Ambiental do Rio Grande do Sul para falar sobre os trabalhos educativos (a publicação dos seus livros, artigos e projetos socioambientais para o ensino infantil e o ensino fundamental das escolas brasileiras) que tem desenvolvido no Brasil. E, por meio dessa contribuição ecopedagógica muitos educadores brasileiros se veem enriquecidos com os conhecimentos oriundos de sua vasta experiência produzida ao longo desses anos.
Prezados leitores do site ecopedagogia, acesse para saber mais sobre o Projeto Apoema, que é direcionado por Berenice Gehlen Adams: http://www.apoema.com.br/ (visite o site e conheça seus livros, artigos, poemas, etc.). Todo esse referencial teórico é riquíssimo e bastante indicado para auxiliar os educadores do Brasil e do mundo inteiro!
Agradeço a sua “eco-colaboração” especial, por meio da entrevista que segue:
Segue a entrevista com a ambientalista Berenice Gehlen Adams:
Luciana Ribeiro – Fale sobre o Projeto Apoema e os benefícios de suas experiências, referentes à educação ambiental, as quais foram realizadas nas escolas do Rio Grande do Sul. Você tem realizado algum trabalho educativo que beneficie o ensino informal no Brasil (aplicando atividades socioambientais em parques públicos, orfanatos, igrejas, etc.)?
Bere Adams - Agradeço muito pelo convite para esta entrevista, Luciana, muito obrigada! O Projeto Apoema- Educação Ambiental nasceu com o nome de Projeto Vida, logo após a Eco 92, com a elaboração do livro “Planejamento Ambiental para Professores da Pré Escola à 3ª Série do I Grau” (nomenclatura vigente na época), que foi publicado em 1997 de forma independente. Neste período comecei a trabalhar de forma experimental com escolas e participei de muitos eventos divulgando a proposta. Em 1999, descubro a Internet como uma grande possibilidade de ampliar a abrangência do projeto, e fiz o site que mantenho até hoje. Para minha estranheza, naquela época poucos professores da educação básica acessavam este recurso. Resolvi, então, ampliar a abrangência do projeto focando-me mais na disseminação da Educação Ambiental (EA) do que em práticas pontuais e locais, que são realizadas eventualmente, tanto em escolas como universidades e empresas através de oficinas e palestras. Em 2003 fui solicitada a alterar o nome, pois uma escola de São Paulo havia registrado o nome “Projeto Vida”. Então, pesquisando nomes indígenas, chegamos a Apoema – que é uma variação de Apoena e significa “aquele que enxerga longe”. Desde lá, o trabalho pela rede se intensificou cada vez mais, e o projeto serve, principalmente, para incentivar ações de EA nas escolas e outros espaços educadores de todo o Brasil.
Luciana Ribeiro – Como você analisa o engajamento do órgão gestor de educação ambiental (OG), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Educação (MEC) com as causas ambientais no Brasil?As escolas do Rio Grande do Sul têm tido o apoio pedagógico necessário para implementar suas atividades ecológicas?
Bere Adams - Este ponto é bastante interessante, Luciana, porque há sim, excelentes projetos e programas de EA desenvolvidos pelo MMA e pelo MEC para o suporte e incentivo a esta prática. Posso citar alguns que conheço como o projeto Sala Verde, que disponibiliza informações ambientais para comunidades e escolas; os coletivos educadores sustentáveis, que se fundamentam no Programa Nacional de Educação Ambiental, entre outros, porém, ainda falta um programa de capacitação para professores que seja mais cativante e que os incentive e desperte o interesse deles pela EA, de forma que percebam que a EA não é algo a mais para ser trabalhado, mas algo que muda o foco de como se processa a educação na atualidade. Ainda falta este entendimento, a meu ver, dentro das escolas (e outras instituições), desde os professores à equipe diretiva.
Luciana Ribeiro - Sabe-se que o Projeto Político Pedagógico (P.P.P) precisa ser construído coletivamente pela comunidade escolar (gestores, coordenadores e professores). Portanto, que conselhos você dá para eles construírem suas atividades e seus projetos socioambientais de modo a beneficiar a preservação de suas cidades locais? As famílias dos alunos podem contribuir para o êxito de alguma tarefa educativa a ser realizada nessas escolas?
Bere Adams - O PPP é o coração da escola, e se nele bate a EA, então a escola tem tudo para promover as mudanças que todos queremos para o bem do meio ambiente. Porém, o que se percebe é uma lacuna referente à inserção da EA no PPP, justamente pela falta de compreensão de uma EA interdisciplinar e crítica - que deve estar presente em todas as ações educativas. Normalmente as atividades de EA são inseridas no PPP como práticas pontuais e focadas em demasia para “datas comemorativas” ou “datas verdes”, quando poderia estar sempre presente no dia a dia das escolas. O que posso sugerir para a inclusão da EA no PPP, é que, em momentos de discussão com a comunidade escolar, que a EA seja referenciada a partir de algum instrumento concreto, como por exemplo: A Carta da Terra, ou a Agenda 21 local (se a cidade tem elaborado), e com os professores sugiro um trabalho com a Lei Nº 9.795/99 que legitima a EA no Brasil. Recentemente foram aprovadas as Diretrizes Curriculares da Educação Ambiental que também devem ser do conhecimento do corpo docente. Isto seria o ponto de partida para então, eleger ações a serem incluídas no PPP, contemplando, assim a EA.
Luciana Ribeiro – Quais os recursos pedagógicos (livros, artigos, poemas, etc.) de sua autoria, que você recomenda para o educador brasileiro implementar suas atividades ecológicas dentro e fora do contexto escolar, como, por exemplo, ensinar a comunidade a combater o mosquito da dengue na cidade local em que mora?
Bere Adams - A EA visa incentivar que cada escola trabalhe os problemas ambientais do seu universo, provocando os educandos e a comunidade escolar para a busca de soluções. Mas, apesar de a EA ter surgido por uma necessidade frente aos problemas ambientais, não considero adequado trabalhá-la somente a partir de problemas, e sim, trabalhar a sensibilidade ambiental que perdemos em nossa sociedade do consumo. Ações muito simples podem levantar aulas maravilhosas integrando alunos e meio ambiente, por exemplo: num dia quente, quando começa a chover, se por alguns minutos o professor parar a atividade e falar sobre a chuva, sobre as sensações que ela provoca, sobre os seus benefícios, ele estará fazendo educação ambiental, que promove a reconexão da criança com o ambiente, com os fenômenos, com acontecimentos do cotidiano... Um dos livros que eu mais gosto para uma compreensão mais aprofundada da EA é o Educação Ambiental da teoria à prática: ideias pedagógicas e roteiro educacional ambiental para professores. O livro destaca a principal característica da EA que é a interdisciplinaridade, esmiuçando este conceito para possibilitar uma compreensão mais ampla do fazer educacional aliado a aspectos ambientais, da vida, da realidade. Além de enfoques teóricos, este livro apresenta um roteiro pedagógico destacando quatro pilares conceituais que servem de referencial (ou temas geradores): ambiente, ecologia, preservação e reciclagem. Depois deste, creio que todas as demais publicações poderão agregar para enriquecer esta prática. Para conhecê-las, basta acessar http://www.apoema.com.br/LivrosdeEA.htm
Luciana Ribeiro – Há algum projeto novo para o ano de 2013, que queira comentar ou divulgar para os educadores e cidadãos brasileiros que carecem de conhecer e compartilhar as novidades ligadas à área de Pedagogia e de Educação Ambiental?
Bere Adams - Eu sempre digo que o Projeto Apoema, na verdade, são vários projetos em um só. Além de estar na programação a elaboração de uma nova história infantil de cunho ambiental, estou desenvolvendo uma pesquisa sobre métodos de alfabetização. A esta altura, já é possível perceber que se trata de um problema muito sério da educação brasileira. Li mais de 50 artigos e constato que não temos uma metodologia de alfabetização adequada e que não há clareza nas metodologias de alfabetização vigentes. Já busquei as referências e o próximo passo é adicionar ingredientes da EA para, pretensiosamente, propor um novo processo – ou método – de alfabetização, ampliando a proposta pedagógica exposta no meu primeiro livro que já sugere uma metodologia de alfabetização ambiental para crianças. Também pretendo ampliar a abrangência do Informativo Apoema para que mais professores tenham acesso, além de dar continuidade para a publicação da Revista eletrônica Educação Ambiental em Ação: www.revistaea.org
Conheça seu blog:
http://projetoapoema.blogspot.com.br/
Acesse o link para comprar seus livros: Clique
Fonte: Site Ecopedagogia: www.ecopedagogia,bio.br (foi desativado)
A importância da Alfabetização Ecológica nas escolas brasileiras
Data: 10/06/2014
Entrevista com Berenice Gehlen Adams
Por Luciana Ribeiro
É com imensa honra e satisfação que convidamos a Pedagoga e Educadora Ambiental do Rio Grande do Sul para dialogarmos sobre as ações pedagógicas que permeiam o lançamento do seu livro ABC Ambiental Ilustrado: Um Mundo Encantado Chamado Terra, com atividades para alfabetização em 2013. Felizmente,
compartilharmos com os leitores do Jornal, um bate-papo ecológico muito especial sobre os novos conhecimentos que recomendam a vivência da cidadania ambiental entre os gestores, os educadores e os futuros pedagogos do Brasil.
Para conhecer ou pesquisar as informações voltadas para a educação ambiental que facilita e redimensiona a leitura e a escrita na escola, acesse o site do Projeto Apoema (http://www.apoema.com.br/), que é direcionado por Berenice Gehlen Adams e embasado pela Política Nacional de Educação Ambiental, Todo esse referencial teórico é riquíssimo e bastante indicado para auxiliar a comunidade escolar (professor, diretor, aluno ). Segue a entrevista:
JMA: Qual sua visão referente à alfabetização que é desenvolvida nas escolas brasileiras? Relate alguma experiência que considera importante para ensinar valores que descrevem a qualidade de vida do cidadão brasileiro e do meio ambiente.
Berenice Gehlen Adams - A visão que tenho sobre a alfabetização do Brasil não é nada otimista, Luciana, e ela vem de algumas pesquisas que fiz quando estava trabalhando no projeto do livro ABC Ambiental Ilustrado, pois evidenciaram que os processos de alfabetização, da maioria das escolas do nosso País, não têm apresentado bons resultados e estes vão refletir em diversos problemas de aprendizagem dos alunos, ao longo da sua vida escolar, como por exemplo: leitura lenta; problemas de interpretação; muitas dificuldades em escrever uma boa e simples redação; e, o pior deles, o da falta de interesse pela leitura. Quanto a relatar alguma experiência, ressalto que todas as atividades que sensibilizem as crianças sobre o meio ambiente para a importância da vida e evidenciem que há uma conexão entre tudo e todos, são fundamentais. Utilizar recursos didáticos como livros e outros que envolvam os sentidos para aguçar a percepção ambiental, também é muito importante, como áudios, vídeos, fotografias, ilustrações. A exploração de diferentes espaços como parques, praças, museus, espaços públicos e ambientes ao ar livre – desde que sejam seguros – é fundamental para o envolvimento das crianças com essa ciranda que se chama VIDA.
JMA: Como pedagoga experiente e apaixonada pela preservação do meio ambiente, o que de fato motivou a produção do livro ABC Ambiental Ilustrado: Um Mundo Encantado Chamado Terra com atividades para alfabetização no ano de 2013? De que forma ele instrumentaliza ou apóia educadores do Rio Grande do Sul e das demais cidades brasileiras?
Berenice Gehlen Adams - Eu sempre tive um imenso desejo de produzir um livro didático para as crianças que estão ingressando no mundo da leitura e da escrita, e que pudesse aliar o processo de alfabetização propriamente dito, ao desenvolvimento de uma consciência crítica em relação ao meio ambiente. Eu sou muito a favor de livros textos para a alfabetização, que são também chamados de “cartilhas”, pois eles podem funcionar como passaportes para o mundo da leitura, mas infelizmente, não temos boas produções à nossa disposição por disponibilizarem textos que privilegiam os fonemas, as letras, e muitas vezes não têm sentido algum para a criança. A maioria deixa a desejar em se tratando de conteúdo. O ABC Ambiental Ilustrado é um livro que traz para cada letra um poema, e apresenta ilustrações e fotos com conceitos que podem ser explorados pelos professores, no processo de alfabetização. Ele pode ser pintado, recortado, desenhado, escrito, lido, enfim, pertencerá à criança, e ela poderá apropriar-se dele. Nesta fase as crianças aprendem muito mais com o concreto, com o que podem manipular, por isto entendo que o livro, nesta fase, é fundamental. Em relação ao seu conteúdo, há a preocupação de apresentar palavras que evocam o nosso sistema de vida e tudo o que ele envolve. Caberá a cada docente ampliar estes conceitos, inserindo-os no universo de seus alunos, abordando a interdisciplinaridade que estiver nele implícita. Uma cartilha ou um livro texto que não seja extrapolado pelos professores em suas atividades, nunca trará bons resultados, por si só. Como o ABC Ambiental Ilustrado foi lançado no final de 2013, não há, ainda, experiência concreta a se relatar. Há um projeto piloto da sua aplicação em andamento para o ano letivo de 2014 em parceria com uma cidade de Minas Gerais, então, os resultados poderão ser colhidos, apenas, no final desta aplicação. Estou muito confiante de que se trata de um recurso pedagógico que pode enriquecer no processo de alfabetização, bem como na inserção da Educação Ambiental à rotina escolar da educação básica salientando que pode ser utilizado em qualquer localidade do País.
JMA: A organização do livro contou com sua vivência de educadora por meio de fotos, desenhos e outros detalhes que dignificam seu amor pela natureza. O professor precisa vivenciar a educação ambiental antes de apregoá-la para seus alunos?
Berenice Gehlen Adams - A Educação Ambiental é uma prática em que a maioria dos professores já está engajada, quer seja por determinação das escolas, ou como iniciativa do professor por exercício de sua cidadania planetária. O docente, necessariamente, deve acompanhar o que acontece no mundo para abordar em suas aulas, e o mundo está mostrando que precisamos dar maior ênfase a atitudes que minimizem os danos ao meio ambiente, então, este recurso pedagógico pode ser um grande aliado, principalmente se o professor não tiver familiaridade com a Educação Ambiental em seu contexto teórico (muitos docentes utilizam especificamente e de forma estanque as datas comemorativas e temas fechados como lixo, poluição, reciclagem, raramente enfocando a beleza da vida,de sua plenitude, evidenciadas nas suas infindáveis lições, trabalhando o meio ambiente e seus “problemas” ao invés de abordar o meio ambiente e a vida que ele abriga.). Para estes professores, o livro poderá ser um incentivo para que ele se engaje a esta prática, que nada mais é do que trazer a vida em seu amplo contexto para dentro das atividades escolares.
JMA: De acordo com suas experiências pedagógicas, como o professor pode articular conhecimentos práticos referentes aos temas complexos, como o aquecimento global, a reciclagem do lixo, a poluição dos mares etc? Nesse sentido, poderia indicar duas sugestões de atividades que considera primordiais para fundamentar a alfabetização ecológica no contexto escolar?
Berenice Gehlen Adams - Luciana, eu procuro enfatizar que a Educação Ambiental mais profunda é aquela que promove um trabalhado educativo sob o prisma de como a vida funciona, as relações existentes entre diferentes ecossistemas, envolvendo todas as disciplinas, associando os conteúdos curriculares possíveis – uma vez que estes devem ser atendidos -. Esta Educação Ambiental desperta o interesse das crianças de forma que elas se sintam alegres e envolvidas em descobertas, caso contrário, sem este envolvimento, a criança fica assustada com abordagens como: “Precisamos salvar o Planeta”, ou que “O Meio ambiente está sofrendo”. Elas ainda não têm a capacidade de alcançar a compreensão de futuro, e por isto se sentem impotentes diante tantos problemas que nem foram elas quem criaram. Por este motivo, sugiro que a Educação Ambiental seja abordada por um foco mais abrangente de meio ambiente, uma vez que, normalmente, partimos de algum “problema” para praticar a Educação Ambiental. Porém, isso não impede que estes temas que você levantou, Luciana, sejam trabalhados, mas devem estar dentro de um contexto que seja significativo para as crianças. Para abordar o tema “aquecimento global”, uma sugestão é fazer uma visita a alguma estufa de mudas, podendo ser em floriculturas ou viveiros florestais, e mostrar como funciona esta estufa (Em não podendo sair com as crianças, pode-se utilizar um livro que trate do assunto, ou um vídeo). A partir deste aprendizado, o professor cria atividades que possibilitem uma associação ao efeito estufa natural da Terra, para que as crianças percebam que sem ele seria tão frio que não haveria vida no Planeta, assim como algumas plantas precisam da estufa para germinar e crescer. Depois de compreendido, aí se chega ao assunto aquecimento global, para a compreensão de que o calor nesta estufa natural da Terra se acentua pelo excesso de fumaça que é liberada no ar (explorar diferentes tipos de fumaça, bem como as atividades que geram fumaça). Enquanto o professor perceber que há interesse no assunto, explora-o até o esgotamento ou até que perceba outro tema que possa dar continuidade. Em relação à sugestão para um trabalho focado em reciclagem, será muito apropriado partir de algo concreto, que evidencie o sistema de reciclagem natural que existe na terra, pela decomposição de material orgânico, podendo ser visto em composteiras, que podem ser feitas na própria escola. Fazer um minhocário, também é bem simples e mostra como as minhocas transformam o lixo orgânico em húmus. A partir disto, podem-se explorar muitas atividades interdisciplinares enfocando os resíduos que geramos e o tempo que demoram em se decompor, desde atividades artísticas, até brincadeiras com a sucata, criação de histórias, entrevistas, visitas a feiras, etc, lembrando que, ao tratar o tema reciclagem deve ser tratado, também, o tema redução de consumo.
JMA: Fale sobre a importância da arte ambiental, que pode ser articulada por meio de teatros, músicas,vídeos,confecção de recicláveis, os quais ajudam o professor a reeducar seus alunos para a preservação da natureza. Você acha que as indústrias podem fabricar brinquedos ecológicos e, desse modo, ajudar os educadores a desenvolverem essa missão educacional?
Berenice Gehlen Adams - A arte, de todos os tipos, é uma das mais belas maneiras que se pode fazer a Educação Ambiental de forma interdisciplinar. A sucata é uma importante matéria prima, porém, é preciso salientar que estes materiais devem ser previamente solicitados, dando um prazo para a sua coleta de resíduos limpos que a família da criança costuma produzir durante uma semana, por exemplo. Nunca solicitar que as crianças tragam materiais específicos como: 3embalagens de garrafas PET, 2 embalagens de copos de Iogurte, 1 embalagem de pote de sorvete, etc, pois muitas famílias que não fazem uso de certos produtos passarão a consumi-los porque é preciso mandar para a escola do filho – aí está havendo um incentivo ao consumo, e o que é pior, de maneira forçada. Há muitos relatos de pessoas que passaram a comprar um determinado produto, pois alguém o recicla muito bem, ou precisam levar para um curso ou para a escola. Se gerarmos uma dependência destes recursos, geramos outro problema, ao invés de minimizá-lo. Mas, a reciclagem deve sim, ser incentivada como recurso pedagógico de fácil acesso. Tem muito material educativo encontrado no lixo, e isto são poucos os que compreendem. Há muitas pessoas que são completamente contra a utilização da sucata, mas pelos motivos que citei, e com razão. Sobre a produção de brinquedos ecológicos, estes, sem dúvida, são muito bem-vindos para apoiar a Educação Ambiental!
JMA: O órgão gestor de educação ambiental (Ministério do Meio Ambiente e Mistério da Educação) no Brasil pode e deve ajudar os educadores a resolverem os problemas ambientais. Poderia citar algum referencial educativo (livro, vídeo, projeto) indicado por eles, os quais auxiliam o trabalho de alfabetização realizado no contexto escolar?
Berenice Gehlen Adams - Há muito tempo eu acompanhava bem de perto as atividades do MMA, Luciana, e nesse tempo percebia um grande esforço, principalmente na época da Ministra Marina Silva, o MA e a EA no Brasil tinham mais destaque. Foi um tempo em que muitos ideais da Educação Ambiental tomaram corpo nas ações de educação. Houve uma explosão de Redes de EA por todo o Brasil, graças a REBEA (Rede Brasileira de Educação Ambiental). Foi quando nasceram muitos projetos como as Salas Verdes, os Coletivos Educadores, e produziam materiais informativos, publicações, entre outros, mas há muito tempo que não acompanho mais o Órgão Gestor do MMA, por não ter nenhum envolvimento, atualmente. Além disto, ao final de 2012 o Projeto Apoema – EA deixou de ser ONG e passou a ser programa socioambiental da empresa Apoema Cultura Ambiental, justamente por falta de possibilidades reais de parcerias com o Governo, por falta de incentivo e pela burocracia desgastante dos processos para apoios a projetos.
JMA: O desafio de implementar as políticas públicas voltadas para a sustentabilidade nos currículos escolares é algo fundamental para melhorar a qualidade do ensino no Brasil. Segundo as pesquisas acadêmicas (Berenice Adams/Vilmar Berna/Moacir Gadotti), as crianças e os adultos compreendem melhor os valores essenciais para a convivência social no planeta Terra, tais como respeitar a diversidade cultural e zelar pelo local de moradia. O que falta de fato para que os governantes, os educadores, as famílias brasileiras dialoguem sobre a cidadania ambiental no contexto escolar?
Berenice Gehlen Adams - Esta sua pergunta, Luciana, dá um bom tema para uma tese, e por isso, respondê-la é um desafio. O que falta, principalmente no nosso Governo é: coerência; respeito, conhecimento, atitude, seriedade, boa vontade e principalmente, o exercício da cidadania planetária. De um lado, nossa legislação ambiental brasileira é a mais completa do mundo, de outro, o nosso Governo permite verdadeiras atrocidades, como por exemplo, a transposição do Rio São Francisco, a construção de grandes usinas hidrelétricas, o desrespeito com os povos indígenas, e por aí vai. Assim, ocorrem inúmeros retrocessos, em prol de grandes corporações que lucram com a devastação. Para mim, este é o ponto crucial que justifica a falta de um diálogo sobre cidadania ambiental no contexto escolar, é um reflexo dessa irresponsabilidade ambiental governamental.
JMA: Fale sobre a revista eletrônica Educação Ambiental em Ação (http://www.revistaea.org/) que você articula com amigos, colaboradores, parceiros e ambientalistas renomados para ajudar a disseminar a educação ambiental no Brasil. Fale sobre essa “alfabetização de idéias e projetos ecológicos” que beneficiam aqueles que não sabem zelar pelo meio ambiente. Os universitários podem mobilizar algum trabalho acadêmico por meio dela? Como?
Berenice Gehlen Adams - A revista eletrônica Educação Ambiental em Ação é uma produção virtual, e é fruto de um desejo de educadores ambientais e produtores culturais de diferentes áreas de atuação, de diversas partes do País, - sendo uma das participantes da Argentina -, todos integrantes do GEAI (Grupo de Educação Ambiental da Internet), que se articula como rede, fundado em 2000. A cada dia aumenta de forma muito significativa a participação de acadêmicos e universitários que enviam suas experiências, ações, pesquisas em seus artigos, que são avaliados e, se aprovados e estando de acordo com as normas da revista - que estão disponíveis no site - são publicados. A revista conta, ainda, com diversas seções como: Dinâmicas, Textos de reflexão, Educação, Sugestões Bibliográficas, Arte e Ambiente, Práticas de Educação Ambiental, Entrevistas, entre outras. Normalmente elaboramos um cronograma anual definindo o tema de cada edição, elegendo uma frase que será o “norte” dos nossos trabalhos. Acredita-se que a produção é uma grande contribuição para todos que queiram aprimorar suas práticas relacionadas à Educação Ambiental. Sua periodicidade é trimestral e desde 2001, quando foi lançada, já tivemos mais de 4 milhões de acessos, um número muito significativo para uma produção que não faz uso de publicidade, evidenciando a grande procura pelo assunto Educação Ambiental.
JMA: O ensino da educação ambiental pode e deve ser articulado nos cursos de Pedagogia, mas, infelizmente, esse processo de reeducação é algo difícil, burocrático e desafiador para as universidades e faculdades brasileiras pela falta de apoio pedagógico para implementar atividades práticas, como organizar uma horta escolar, por exemplo. Poderia socializar alguns conselhos ambientais concernentes à aplicação de conhecimentos práticos para os futuros pedagogos do Brasil?
Berenice Gehlen Adams - A falta da Educação Ambiental nos cursos de formação de professores, de Pedagogia, - e de outros cursos de outras áreas do conhecimento - evidencia mais uma contradição das nossas políticas públicas, sendo que a Lei Nº 9.795, que institui o Programa Nacional de Educação Ambiental, abarca os seguintes artigos que se relacionam ao seu questionamento:
Art. 10 A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
§ 1o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.
§ 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.
§ 3o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.
Art. 11 A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 12 A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.
Na prática, infelizmente, isto não acontece, evidenciando descaso e irresponsabilidade no descumprimento desta Lei, criada já em abril de 1999, e, ainda hoje, a maioria dos professores e dos espaços de educação desconhecem a sua existência.
Concluo a minha resposta, então, Luciana, com alguns conselhos a quem está fazendo Pedagogia:
- Conheça os documentos referência da Educação Ambiental, facilmente encontrados na Internet: A Lei 9795; Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global; e, a Carta da Terra (existem muitos outros, mas estes eu considero como principais);
- Leia artigos pedagógicos que tratam de experiências de Educação Ambiental relacionadas ao que é do seu interesse. Se trabalha com corpo docente e equipe diretiva, busque por experiências que promovam a capacitação em Educação Ambiental e sensibilização de docentes e da equipe; se trabalha com crianças, inteire-se de práticas, dinâmicas, e atividades relacionadas; se trabalha em empresa, busque conhecer como a Educação Ambiental é trabalhada nestes ambientes empresariais.
- Elabore um projeto de Educação Ambiental e busque meios de aplica-lo no seu ambiente acadêmico.
A partir daí, o caminho estará aberto para muitas descobertas que implicarão em uma melhor visão da Educação Ambiental e da sua relação direta com o ser pedagógico de cada um.
JMA: O Projeto Apoema oferece cursos ou palestras direcionadas aos educadores brasileiros. Quais são eles e como acessá-los para que gestores e professores adquiram conhecimentos para enriquecer a prática da educação ambiental dentro e fora do contexto escolar?
Berenice Gehlen Adams - Por algum tempo o Projeto Apoema desenvolveu três cursos de Educação Ambiental à distância, através da Apoema Cultura Ambiental, que é a empresa pela qual presto estes serviços e publico os livros de Educação Ambiental. Como os recursos tecnológicos dão saltos grandes em curtos espaços de tempo, resolvemos dar uma reelaborada no ambiente virtual e em breve pretendemos retomá-los. Em relação a palestras, atualmente venho desenvolvendo o tema: Cultivando um jardim de atitudes sustentáveis e pode ser abordado tanto com professores como com crianças a partir dos 10 anos. Além disso, faço oficinas com professores que tratam dos documentos referência da Educação Ambiental. Muitas instituições me procuram para elaborar projetos (tanto escolas como empresas) muitas vezes já com um tema específico, para o qual preparo a palestra ou a oficina em forma de “encomenda”.
JMA: Fale sobre o consumo infantil no Brasil e as ações que envolvem a alfabetização ecológica para sanar a crise ambiental que tende a agravar-se no mundo inteiro.
Berenice Gehlen Adams - Este é um tema, Luciana, que tem grande importância dentro do contexto da Educação Ambiental porque ele precisa extrapolar o ambiente escolar para chegar nos lares, nos pais, nos avós, na comunidade, pois as crianças só consomem o que os adultos adquirem para ela. A escola poderá, através de eventos, de informativos, de atividades desafiadoras, levar a comunidade a perceber que consomem muito mais do que necessitam, conscientizando-os para o consumo sustentável. Outro ponto desta questão do consumo infantil é o da própria escola incentivar o consumo através da sua cantina, disponibilizando produtos alimentícios de baixa qualidade.
JMA: Deixe um recado eco especial para os leitores do Jornal Meio Ambiente e seus contatos para serem divulgados para os educadores brasileiros.
A Educação Ambiental é um processo apaixonante e transformador, e não se trata, de forma alguma, de se incluir mais conteúdos ao currículo escolar ou torná-la uma disciplina, mas sim, ela nos propõe a evocar um novo olhar no nosso fazer educacional, que inclui o ambiente em sua totalidade, às práticas rotineiras. Sou míope, e lembro-me perfeitamente do dia em que saí da ótica com meus óculos novos. Na época eu tinha treze anos. Fiquei maravilhada com tudo o que via... Eu podia ver cada folha das árvores, podia distinguir o tipo de pássaro que voava, podia ver o rosto bem definido das pessoas, quando antes tudo era nebuloso. É mais ou menos isto o que se sente em relação à educação, quando colocamos as lentes da Educação Ambiental, é quase um encantamento.
ABC Ambiental Ilustrado: Um Mundo Encantado Chamado Terra, com atividades para alfabetização
Autora: Berenice Gehlen Adams
Ilustrações: Ana Claudia Rocha e Berenice Gehlen Adams
Páginas: 120
Formato: A5 / papel reciclado(meio ofício)
Preço: R$62,00
No livro “ABC AMBIENTAL ILUSTRADO: UM MUNDO ENCANTADO CHAMADO TERRA, com atividades para alfabetização”, para cada letra há um poema acompanhado de diversas atividades ilustrativas, que combinam aprendizado com descobertas a partir de pinturas de desenhos, letras, escrita de palavras e muita observação com fotografias exclusivas, todas relacionadas com vivências e experiências da autora.
Saiba mais: http://www.apoema.com.br/new/
Obrigada pela colaboração educadora e parabéns pela realização dos trabalhos pedagógicos que enobrecem o meio ambiente!
A equipe do Jornal Meio Ambiente/Site Ecopedagogia
Deseja muito sucesso!
Fonte: http://www.jornalmeioambiente.com/ Site Ecopedagogia: www.ecopedagogia.bio.br (foi desativado)
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